A 24ª Flip levou cerca de 40 mil pessoas a Paraty, na maior edição da história da festa. Neste mês, a curadoria é de Arthur Mello, sócio e co-CIO da Tori, direto de lá.

O aniversário, de Andrea Bajani. Um filho revisita, dez anos depois, a decisão mais difícil da sua vida e reconstrói a memória da família entre Roma e uma pequena cidade do norte da Itália. Vencedor do Strega, o maior prêmio da literatura italiana, é o primeiro livro de Bajani publicado no Brasil, e o autor esteve na programação principal da Flip.
Os imortais, de Paulliny Tort. Um clã de neandertais cruza territórios hostis, marcados pela fome e pelo frio, até que uma criança sapiens é incorporada ao grupo. Ambientado há mais de 40 mil anos, o romance reconstrói um mundo anterior à linguagem e já é tratado pela crítica como uma das revelações do ano.
A pediatra, de Andréa del Fuego. A surpresa da lista tem alguns anos de estrada. Publicado em 2021, o romance apresenta Cecília, uma pediatra improvável, sem paciência para crianças, e prova que a Flip também recoloca bons livros em circulação. Del Fuego foi a primeira autora brasileira confirmada nesta edição, e a obra já ganhou os palcos, adaptada para o teatro.
Do prêmio Strega a um romance de 2021 que voltou a circular, três formas diferentes de contar histórias. A Flip termina, os livros ficam.

